Translate this page!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Sobre o amor.

A verdade é que é tudo uma mentira.

Você quer me dizer que se eu mudar nisso, mudar naquilo, me “adaptar”, eu vou ser uma pessoa perfeita?
Eu não estaria inventando nenhuma mentira se eu dissesse que os comentários e as opiniões expressadas por aí são muito mais profundos e muito mais específicos, com seus quinze coisas do que não fazer, cinco frases para falar, dez mandamentos do relacionamento saudável. Essas pessoas não percebem a carga de responsabilidade que elas carregam?

A beleza da vida está na individualidade, na mistura de opiniões, de opções, de atitudes. 

Não estou dizendo que expressar a opinião é errado, muito pelo contrário. A diferença é que nem todas as pessoas com acesso à suas opiniões tem discernimento.

O que eu quero dizer é que os vídeos, comentários, imagens e status publicados por aí são só opiniões. Não são a verdade absoluta como parecem ser vendidos.

Dito isso, vou enfatizar que é tudo uma grande mentira. E quando se trata de amor, você tem pouquíssimas verdades. E uma delas é que você só vai ser amado pelo que é quando se comportar como realmente é e aí uma pessoa se apaixonar por você. Ponto final

Falar sobre o amor é uma arte, e como toda arte, ela vem de uma experiência, de um sentimento, de uma verdade, de uma ilusão, um medo... e todos eles são pessoais. Aprender com o erro dos outros é ser esperto, viver somente pelo acerto dos outros é uma baita duma burrice.

Não tem nada mais sexy do que espontaneidade, mais atraente do que confiança e mais encantador do que sinceridade.

Um dia você vai acordar e perceber que aquela pessoa dormindo do seu lado não tem ideia de quem você é, e todos os posts, canais do youtube, ou até do redtube, não vão adiantar nada.

E nem venha me dizer que você não acredita em amor, não quer saber de amor e não passa um batom ou compra uma camisa nova sem ter uma partezinha de você que espera conhecer aquela pessoa especial, que é um assunto bobo e "de menina".

Uma coisa que um amigo nada querido me explicou um tempo atrás é que o amor é só uma desculpa pra levar uma mulher pra cama, pra explicar paixão. Que amor é uma ilusão feminina. Que todo esse meu papo sobre amor é só uma consequência dos filmes da Disney que eu assisti na infância e das bonecas que eu brinquei. Ai pelo amor de Deus... Quer dizer que crianças que cresceram sem príncipes e princesas, sem bonecas, também não esperam encontrar um amor um dia?

Amor é uma palavra linda que pode ter um milhão de significados. Mas o único que nos interessa aqui é que quem disser que não acredita nele ou não tem o menor interesse em receber amor, está mentindo. Taí mais uma das verdades sobre o amor.

O motor do mundo é o sexo. Concordo. A minha visão do amor não é cor-de-rosa, não é do príncipe que salva uma princesa que ele nunca viu antes, não é linda. A minha visão do amor é cruel. É dura, fria, dissecada. A minha manicure passou dos 40 e jura que o príncipe encantado dela vai vir, brotar do chão, lindo, perfeito e charmoso.

E apesar de poder haver sexo sem amor, sem comentários nesse ponto, é impossível haver amor sem sexo. É uma verdade sobre o amor que muitos homens adoram odiar. Mas sobre sexo, eu falo numa outra oportunidade.

Por mais insólito, devasso, frio, seco que você talvez seja, por mais que você já tenha sofrido, já tenha chorado, já tenha recebido uma “verdade” dura na cara, já tenha se decepcionado três milhões de vezes, o “amor” vai beliscar sua consciência, sua moral, seu sexo, sua verdade.

Naquele momento de verdade pessoal, entre você e você mesmo, uma partezinha de você vai desejar que alguém que saiba das suas verdades, que conheça toda sua podridão e a sua breguice, que conheça as suas virtudes escondidas ou que aprecie suas habilidades, te dê um apoio, um colo, sexo, ou até uma palavra ou um olhar de compreensão. Ser compreendido é essencial para o ser humano.

Quer uma namorada que seja louca por você? Um marido apaixonado que tenha tara pelo seu corpo, pela sua mente, sua personalidade?

Seja você mesmo.

Abandonar ou esconder hábitos que te tornam quem você é para agradar outra pessoa é mentir. Abraçar atitudes que você nunca tomaria, mas que alguém determinou como certa, é mentir.

Quer ser amado por quem você é, ser aceito, saber o que é amor de verdade? Seja você mesmo e aprenda a respeitar, tolerar, não julgar e a esperar pra ver no que dá com as outras pessoas. As da rua, do shopping, do bar, do trabalho, da escola. Elas é que são pessoas reais, com emoções reais. 

Amar de verdade é libertar. Um relacionamento saudável é aquele em que o amor um pelo outro excede a necessidade de um pelo outro. (Dalai Lama)

É o que eu acho sobre o amor.

Não se abandone.

Seja bobo, brega, meloso, duro, tarado, frio, racional, irracional, você sem a ajuda de ninguém. E um dia alguém bobo, brega, meloso, duro, tarado, frio, irracional, emotivo e real, vai se encantar com a sua verdade.


Tirado do quase-sem-ar.tumblr.com

Lembrando que o que eu estou defendendo não é nunca mudar, ficar estancado num ponto de vista, abraçar seus defeitos ou se despir do bom senso. Eu defendo o não abandono da sua essência para mascarar uma personalidade, para tentar parecer "melhor". Defeitos devem ser entendidos e consertados por amor a si mesmo. Amor próprio vem antes do amor a qualquer outra coisa. 

Se você não sabe ser feliz sozinho, não jogue a sua miséria em cima de outra pessoa. Um relacionamento é pra somar, e nunca subtrair.

Dalai Lama disse: quando se tratar de amor e comida, aprecie com total abandono. Abandono dos outros, das opiniões e dos medos.



***


Apresentando o blog Atelofóbicos Anônimos, Atelophobia que vem do grego: ατελής, Ateles ", imperfeito, incompleto" e φόβος, Phobos, "medo") significa o medo de não ser bom o suficiente ou de ser imperfeito.

Como a maioria das boas invenções, esse blog surgiu de uma indignação, um medo e uma necessidade. Me indigna ouvir um discurso conformista, que queira ditar de que forma eu devo agir para ser aceita; me apavora a ideia de ser só mais um, de não ter feito nada para mudar algo que eu acho errado, de não deixar nenhuma marca; e pra mim é essencial encontrar uma maneira, uma saída, uma solução, sem me abandonar, sem precisar ser completa de acordo com o conceito de outra pessoa.

Eu sou uma observadora, não tenho estudo na área nem participo de grupos de ajuda. Sou formada em Direito, estudo pra concurso, moro em Brasília, tenho 25 anos e já passei por um bocado. Esse bocado com certeza é muito menos que muita gente. E pra mim, aí é que tá a beleza da coisa. Então por favor critiquem, se exponham, me exponham, derrubem as minhas teorias. A brincadeira é mudar, aperfeiçoar ou extinguir conceitos pré-formados e equivocados. E perder o medo de não ser bom o bastante.

O blog não vai tratar de assunto específico. Geralmente o tema brota de alguma epifania, como é o caso do de hoje, ou de alguma conversa, experiência, causo ouvido em algum lugar, enfim. A ideia é, no medo de ser imperfeita, de não ser boa o bastante, vamos redimensionando nossos pontos de vista. 

A epifania de hoje aconteceu depois de assistir o filme Silver Linings Playbook, ou O Lados Bom da Vida, em português, estrelado pela Jennifer Lawrence e pelo Bradley Cooper. 


Tirado do site IMDB.
 "Eu não namoro desde antes do meu casamento, não sei mais como funciona."
"Como o quê funciona?"

"Eu vi o jeito como você olhava pra mim. Você sentiu, eu senti. Não minta. Nós não somos mentirosos como eles." 
Ele estreiou nos EUA em outubro do ano passado, onde já foi até lançado em dvd que é como eu assisti, mas no Brasil isso só vai acontecer dia 8 de fevereiro desse ano.
Como o post já está imenso, vou tentar não falar muito. Mas já de primeira eu digo que é um filme excelente.

Pra resumir bem a estória, ele é um cara com transtorno bipolar severo, que quase matou o amante da mulher de tanta porrada e foi internado numa instituição psiquiátrica. Ela é depressiva e se tornou ninfomaníaca depois de perder o marido policial que foi morto num assalto, quando ia comprar lingerie pra dar de presente a ela, porque não transavam há muito tempo.

Eles se conhecem sem querer e justamente porque são "loucos" que falam a verdade sem escrúpulos, começam a se entender. Eu não consegui definir como comédia romântica, é mais um drama que não te deixa triste, mas com qual você se identifica (medo!) e que te faz rir.

Quem assistiu Jogos Vorazes, a Jennifer é a protagonista da saga que ganhará mais um filme esse ano, Katniss Everdeen. E quem assistiu Se beber, não case e Sem Limites, ele é o Phil no primeiro e Eddie Morra no segundo.

A minha epifania sobre o amor, sobre a loucura do amor brotou depois de ver esse filme. Não é um conceito formado somente em cima do filme, por favor.

Mas de ideias e pensamentos que eu já vinha cozinhando em fogo baixo, e finalmente consegui expor depois de me dar conta de algumas coisas; como por exemplo que ele ficar louco por ela, aconteceu por causa da "loucura" dos dois. Aparentemente incompatíveis, e sem medir palavras e palavrões, os dois conseguem curar as feridas que levaram ao estado de "loucura". Muito bom.

Sei lá. Achei um filme unissex.

Acho que chega de falar, rs.

Sejam bem vindos. Prometo tentar fazer posts menores no futuro.


Tirada do wikipedia.


2 comentários:

  1. Tava pesquisando sobre o filme e tropecei no seu blog! Nunca tinha ouvido falar de atelophobia mas acho que eu sou atelophóbica. Sabe que a sua teoria me fez pensar? Sou casada há 9 anos e de vez em quando eu tenho essa exata sensação de que meu marido e eu não conhecemos um ao outro. A minha única ressalva é sobre o sexo. Não acho que seja o motor do mundo. Tõ honrada de ter sido a primeira logo no primeiro dia! Bjks!

    ResponderExcluir
  2. Yukie eu trabalhei com você por um bom tempo e não sabia desse seu lado atelofóbico, se soubesse poderíamos ter trocado uma boa ideia sobre isso. No mais, e atendendo aos seus pedidos, discordo parcialmente sobre sua visão do amor.

    Sou homem e infelizmente assim como teu amigo nada querido disse há mais idiotas nesse mundo do que homens de verdade, e apesar do que há de pior pelo mundo encontrei na mulher mais imperfeita para mim à época o amor que quero por toda minha vida. Isso nos faz pensar sobre nossos conceitos do que é perfeito e do que não é. Sabe aqueles paradigmas que carregamos desde sempre? Pois é, incrível como eles nos cegam e nos tornam justamente aquilo que tememos ser: Imperfeitos! Inseguros! Idiotas! e no final das contas, sozinhos, querendo compreensão quando nós mesmos não nos compreendemos...

    Pois bem, peço perdão antecipado pelo pleonasmo evidente nas próximas linhas mas no momento em que me permiti ser eu mesmo e deixei pra trás anos de lixo acumulado em meu peito e na minha cabeça as coisas mudaram, não foi fácil, momentos de reflexão e remodelação nunca são, mas pude enfim compreender melhor as escolhas dela e as minhas próprias, pude visualizar um caminho a seguir que poderia mudar tudo, e aí louco que sou pulei de cabeça, e na boa, não me arrependo, to vivendo uma ótima fase e sei que é só o começo!

    A verdade é que me sinto mais imperfeito do que nunca, mas mesmo assim, to feliz! Mais uma vez nos faz pensar sobre a felicidade e a perfeição, será que elas estão necessariamente associadas? Enfim, o que sei é que estou bem, em paz comigo mesmo, pois como você mesma disse é trabalhando nossas imperfeições que buscamos sempre melhorar, evoluir, e graças a Deus tenho obtido êxito nesse quesito.

    Lembro de uma breve conversa que tivemos sobre o amor entre um processo digital e outro (bons tempos estes) você realmente foi bem fria, achando inclusive loucura o que eu tinha feito! Bom, só posso dizer uma coisa: novamente graças a Deus e a muita boa vontade de ambos, deu certo! E a loucura de outrora se tornou a ousadia que garantiu a redenção de duas almas que estavam magoadas e meio desacreditadas dessa história de amor... Mas no mundo de hoje, quem não está não é verdade?

    Exatamente por isso tenho dito desde então: permitir-se mais no momento oportuno pode ser tudo o que você precisa para mudar o rumo dos teus pensamentos, e porque não da sua vida?? e esse não é justamente o objetivo do blog?!? Novas idéias e aperfeiçoamento? Então acho propício deixar esta mensagem aqui.

    Seja o Ágape, o Philos, ou o Eros, quando o amor chega, ele chega pra ficar! As pessoas vão, o amor não! Decepções à parte não é justo se desligar dele por causa de vivências passadas e de pessoas idiotas. No final o que você viveu, seja bom ou ruim, vira uma coisa, uma única coisa: Experiência. Utilize-a da melhor forma!

    Com um grande abraço e desejando tudo de bom para ti em 2013, me despeço!





    Ps. Como sei que a curiosidade é uma grande benção e uma grande maldição do gênero feminino, imagino que você queira saber quem é. Justamente por isso deixo abaixo uma música que te dará uma dica, além da música ser boa te indicará o cara que neste momento recorda dos bons momentos compartilhados com aquele seleto grupo de estagiários nas belas acomodações do saudoso núcleo de procedimentos especiais da presidência:

    http://youtu.be/Yy_4JmGCt-Q


    Grande abraço!

    XD

    ResponderExcluir